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Como estruturar um sistema de inteligência?

Artigo de André Soares - 14/04/2018

 

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Como estruturar um sistema de inteligência é uma das mais cruciais, estratégicas e prioritárias questões de estado, em todo o mundo; que, no Brasil, tem conduzido o país ao suicídio. Isso porque, tomados por estado de completa ignorância nesse mister, presidentes da república, parlamentares, comandantes, diretores e gestores institucionais, em todo o país, vem cometendo o suicídio pátrio de replicar nas instituições nacionais as mesmas práticas deletérias da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), que é o órgão central do  Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); desconsiderando porém que a agência é escabrosamente ineficiente e disfuncional. Evidentemente que o resultado final no âmbito estatal é igualmente desastroso; e por vezes igualmente criminoso.

 

O que está errado na ABIN? Por mais inacreditável que possa parecer: simplesmente, tudo. A começar pelo também disfuncional diploma legal de criação da ABIN/SISBIN (lei 9883, de 07/12/1999), bem como sua suposta doutrina oficial de inteligência; que, pasmem, inexiste. Contudo, não é necessário ter essa expertise para poder desvelar com extrema facilidade a teratológica ineficiência e disfuncionalidade da ABIN. Ou será que a sociedade brasileira ainda não se deu conta que a ABIN, em quase 20 anos de existência, nunca identificou absolutamente nenhuma das inúmeras graves contingências que se abateram sobre o Brasil, ante à miríade dos trágicos casos já ocorridos;  não tendo informado sequer sobre absolutamente nada a respeito dos crimes do “mensalão” e do “petrolão”, que vem sendo perpetrados há décadas no país?

 

Porque somente um tolo idiota não perceberia isso.

 

Portanto, a segunda tragédia nacional é que a inepta sociedade brasileira, ao longo das duas últimas décadas, ainda não se conscientizou da descomunal ineficiência e disfuncionalidade da ABIN/SISBIN, quando qualquer animal irracional já a teria empiricamente descoberto.

 

Nesse contexto, vale relembrar os momentos históricos nos quais a inepta humanidade igualmente se jogava ao precipício, tendo sido salva por magnânimas personalidades da ciência. Como, por exemplo, Galileu Galilei que desvelou a teoria astronômica Heliocêntrica; comprovando à humanidade que a mesma caminhava em direção diametralmente oposta à verdade dos fatos, em sua equivocada teoria Teocêntrica.

 

Pois, essa analogia é absolutamente aplicável à Inteligência de Estado no Brasil, porquanto a sua desejável eficiência institucional está exatamente na direção diametralmente oposta a tudo o que é praticado na ABIN/SISBIN. Aliás, verdade seja dita, o Brasil não precisaria da reencarnação de Galileu Galilei para descobrir isso. Afinal, como foi dito, qualquer animal irracional já a teria descoberto empiricamente.

 

Portanto, assim como não é o Sol que gira em torna da terra, mas sim o contrário; de forma congênere, não é o sistema de informações que gira em torno do sistema de inteligência, como é estupidamente realizado pela ABIN/SISBIN no Brasil; mas sim o contrário, tal qual é sobejamente realizado no mundo desenvolvido. Destarte, com as minhas mais respeitosas vênias aos nossos governantes, reitero: somente um tolo idiota não saberia disso.

 

Mas, por que o Brasil persiste nesse suicídio pátrio?

 

Porque seus governantes e sua sociedade foram transformados em zumbis, pela escabrosa desinformação disseminada no país pela ABIN/SISBIN, condenando-os a perpetuarem suas assombrosas heresias de inteligência.

 

Quais heresias de inteligência?

 

Inúmeras! A começar pela própria lei de criação da ABIN/SISBIN, ao afirmar que a atividade-fim da Inteligência de Estado é a “obtenção, análise e disseminação de conhecimentos dentro e fora do território nacional sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório e a ação governamental...” ( § 2o , Art 1º da lei 9883, de 07/12/1999).

 

Como um país pode instituir tamanha sandice em sua Inteligência de Estado? A não ser que seja um país-zumbi-desinformado. Porque isto nunca foi ou será a atividade-fim da Inteligência de Estado. Pois, trata-se apenas de uma das várias atribuições que são comuns a toda estrutura estatal; na qual todas as instituições, sem exceção, também têm essa idêntica missão.

 

Qual é a verdadeira e inconteste atividade-fim da Inteligência de Estado?

 

É o “emprego da expertise operacional do sigilo”, máxima milenar que foi sabiamente inaugurada pelo estrategista militar chinês Sun Tzu, há cerca de 500 anos d.c., em sua magistral obra “A arte da guerra”; a qual é sobejamente instituída e exercida pelos melhores serviços secretos do mundo, desde sempre.

 

Portanto, o suicídio pátrio estarrecedor é que a criação da ABIN/SISBIN não instituiu uma Inteligência de Estado no Brasil. Pois seu desvirtuamento institucional é de origem, a partir de sua própria criação.  Ademais, a realidade nacional incontestável vem demonstrando à exaustão que a inteligência nacional é uma anomalia estatal, sem atividade-fim, sem propósito, sem expertise, e absolutamente sem controle; cujas consequências nefastas vêm protagonizando há décadas no país, dentre outras gravíssimas contingências nacionais, o colapso generalizado e sistemático de corrupção que assola a país. Todavia, infelizmente, o Brasil-zumbi ainda não sabe disso.

 


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