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A Lealdade

Artigo de André Soares 26/05/2017

 

 

 

Todo cidadão ao incorporar às fileiras das forças armadas, em cerimônia solene perante a bandeira nacional, jura lealdade à pátria, de viva voz, em alto e bom som, prometendo defendê-la com o sacrifício da própria vida. Aliás, seria de bom alvitre que esse juramento fosse estendido inclusive a todos os cidadãos, homens e mulheres. Porque a defesa da pátria é dever de todos, não apenas dos militares. De toda forma, todas as pessoas, de alguma maneira, ao longo de suas vidas, juram lealdade a alguém ou alguma coisa: seja a uma ideologia, entidade, profissão, cônjuge, amigo, amante, religião, e indubitavelmente a maioria das pessoas jura lealdade a Deus. Mas, em absolutamente todos os casos, para a avassaladora maioria das pessoas, isso não é verdade.

 

Perguntar-se-ia, então: Onde encontraríamos um perfeito exemplo de lealdade?

Certamente o mundo cristão bradaria em uníssono: “Na história bíblica de Abrahão que, a mando do Senhor, se predispôs a matar o próprio filho para provar seu juramento de lealdade a Deus”. Todavia, ao contrário, esse é um exemplo de deslealdade. Tanto por parte de Abrahão, quanto de Deus. Isso porque se Abrahão demonstrou sua lealdade a Deus, por outro lado certamente foi desleal para com seu próprio filho. 

Verdade seja dita:

_ “Quem gostaria de ter um pai desses?”.

 

No caso do Senhor, a situação é ainda pior e com agravante. Porque, na condição de Deus, foi duplamente desleal: para com Abrahão e principalmente para com o filho dele. 

Verdades sejam ditas:

_ “Que pai gostaria de ter um Deus que lhe manda matar o próprio filho, e ainda por mero capricho, ou insegurança?”.

_ “Que filho gostaria de ter um Deus que manda seu próprio pai lhe matar, e ainda por mero capricho, ou insegurança?”.

 

Mas, o que é lealdade?

Lealdade é o atributo que designa alguém que é digno de confiança, que cumpre suas obrigações e não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra, decência e ética. Pessoas leais são pessoas de caráter.

 

Perguntar-se-ia, novamente: Onde encontraríamos um perfeito exemplo de lealdade?

Resposta: Na Guerra.

É na guerra e somente na guerra que se encontram verdadeiramente as pessoas de caráter. E somente quem já esteve lá sabe disso. Assim, a absoluta maioria dos juramentos de lealdade, sejam quais forem, não são verdadeiros. Podem, eventualmente, até serem sinceros, de boa vontade. Mas continuam não sendo verdadeiros. Porque quando colocados à prova, em situações de adversidade, a esmagadora maioria das pessoas foge covardemente ao compromisso anteriormente assumido.

 

É por isso que as pessoas se decepcionam com o outro frequentemente durante toda a vida. Porque se iludem julgando que conhecem as pessoas e sabem escolher aquelas em quem confiar. Todavia, nos momentos adversos, a maioria sempre se revelará pela traição. Porque as pessoas de caráter são raríssimas: verdadeiros “diamantes de sangue”.

Quer se juntar a elas?

Agora, você já sabe onde: na Guerra.

 


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