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Perguntas & Respostas

 

Este espaço é destinado a dirimir perguntas e dúvidas freqüentes sobre Inteligência Operacional

1. Preciso de consultoria em Inteligência. O que devo fazer?

2. Minha organização pode ter uma estrutura de Inteligência?

3. Posso empregar Inteligência Operacional sem pertencer a agências de inteligência?

4. As Técnicas Operacionais de Inteligência são proibidas, ou ilegais?

5. A vida dos integrantes dos serviços de inteligência é como nos filmes de espionagem?

6. Há diferença entre Inteligência e Segurança?

7. Inteligência Operacional é Gestão do conhecimento?

8. Inteligência Operacional é Tecnologia da Informação?


1. Preciso de consultoria em Inteligência. O que devo fazer?

Os consultores em Inteligência de Estado com expertise e credibilidade, no país, infelizmente constituem um universo muito reduzido. A carência dessas competências ocorre por vários motivos, a começar pelo fato da atividade de inteligência no país não constituir uma profissão devidamente regulamentada. Entretanto, fato mais grave é a deficiência de formação e qualificação de excelência de recursos humanos para essa atividade, o que é praticamente inexistente; restringindo-se quase que única e exclusivamente às poucas agências de inteligência de instituições federais que possuem centros formadores oficiais.

Entretanto, a crescente demanda atual de instituições e organizações por consultoria em Inteligência tem, naturalmente, levado muitos grupos e pessoas a oferecerem esse serviço, sem possuírem a necessária expertise.

Vale lembrar, também, que a escolha de uma consultoria em Inteligência por meio de critérios pouco seletivos implica o risco de comprometimentos indesejáveis.

Portanto, alguns procedimentos são fundamentais na escolha de uma competente consultoria em Inteligência de Estado:

1) Como há uma grande dificuldade na obtenção de informações e referências confiáveis nessa área, quaisquer que sejam as indicações acolhidas, deve ser solicitado o currículo profissional do(s) consultor(es).

2) Nesse currículo devem constar todas as informações sobre sua formação, qualificação e atuação, bem como trabalhos de inteligência realizados em instituições e organizações.

3) A verificação da veracidade das informações apresentadas deve ser realizada diretamente junto às instituições e organizações mencionadas e, de preferência, oficialmente.

4) Quanto à expertise em Inteligência Operacional, cabe ao(s) consultor(es) demonstrá-la, pois quem tem Inteligência Operacional “sabe fazer”.

2. Minha organização pode ter uma estrutura de Inteligência?

Deve.

Constituir estruturas organizacionais de Inteligência não é prerrogativa apenas das agências e dos serviços de inteligência.

Todas as organizações, sejam elas instituições ou empresas, podem e devem ter sua estrutura de Inteligência, que são fundamentais para a eficiência organizacional.

Entretanto, é muito importante lembrar que organizações diferentes têm demandas de Inteligência diferentes e isto é particularmente significativo quando se trata de organizações públicas e privadas, pois o exercício da atividade de Inteligência, nesses casos, possui sensíveis limites, previstos no ordenamento jurídico.

3. Posso empregar Inteligência Operacional sem pertencer a agências de inteligência?

Inteligência Operacional é uma condição pessoal e não uma prerrogativa de integrantes de agências e serviços de inteligência. Todavia, é importante reforçar que a condição da Inteligência Operacional representa o domínio de valiosas competências que devem ser empregados em obediência Ética e à Legalidade, por quem as detém.

4. As Técnicas Operacionais de Inteligência são proibidas, ou ilegais?

A Inteligência de Estado no Brasil está inserida no Estado Democrático de Direito e, conseqüentemente, não realiza práticas ilegais.

Portanto, as Técnicas Operacionais de Inteligência, no Brasil, devem ser empregadas conforme o ordenamento jurídico em vigor.

5. A vida dos integrantes dos serviços de inteligência é como nos filmes de espionagem?

A resposta-padrão, usual, para esta pergunta é:

“Não, os filmes de espionagem criam uma idéia irreal sobre os serviços de inteligência”.

Entretanto, a melhor resposta para esta pergunta é:

“Depende”.

Perguntariam, então:

“Depende de quê?”

Resposta:

“Dos filmes e dos serviços de inteligência, em questão.”

Com relação aos filmes de espionagem, como é do conhecimento geral, trata-se de obras de ficção e, evidentemente, possuem forte apelo cinematográfico. Porém, exageros à parte, muitos deles retratam situações típicas da atividade de inteligência com realismo e, por vezes, reproduzem conteúdos doutrinários relevantes.

Quanto aos serviços de inteligência, aqueles que possuem e empregam o segmento de operações de forma atuante, certamente se identificam bastante com filmes de espionagem.

6. Há diferença entre Inteligência e Segurança?

Há um desconhecimento generalizado, envolto em muita controvérsia, sobre os conceitos e relações entre Inteligência e Segurança, que tem gerado implicações práticas desfavoráveis ao exercício de ambas.

Na realidade, Inteligência e Segurança são conceitos diferentes, mas que se interdependem.

Portanto, não há como exercer plenamente a atividade de Inteligência sem o emprego da atividade de Segurança, nem o contrário.

7. Inteligência Operacional é Gestão do conhecimento?

Não.

Gestão do conhecimento é uma área de estudos muito útil à Inteligência Operacional, especialmente como importante instrumento de auxílio para Produção do conhecimento de Inteligência. São, porém, atividades distintas.

Esta é uma dúvida muito comum, que tem causado confusões generalizadas sobre o cerne dessas atividades e que tem levado organizações ao erro de buscarem soluções que são próprias da Inteligência Operacional na Gestão do Conhecimento e o contrário.

8. Inteligência Operacional é Tecnologia da Informação?

Não.

A Tecnologia da Informação é muito utilizada na Inteligência Operacional, para proporcionar a estrutura de recursos computacionais e de informática necessária às suas atividades. São, porém, atividades distintas.
Esta é uma dúvida muito comum, que tem causado confusões generalizadas sobre o cerne dessas atividades e que tem levado organizações ao erro de buscarem soluções que são próprias da Inteligência Operacional na Tecnologia da Informação e o contrário.


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