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Quem ama não mata

Artigo de André Soares – 12/07/2010

 

 

 

 

“Quem ama não mata” lembra o título de uma antiga minissérie escrita por Euclydes Marinho e protagonizada por Cláudio Marzo e Marília Pêra, sobre a degenerescência de um amor romântico, com trágico final de crime e morte. A despeito da louvável exaltação à vida que esse título sugere, o seu enredo retrata a realidade que “quem ama, também, mata”. Aliás, pura ingenuidade imaginar que o amor é apenas propósito de benemerências; pois, no mundo em que vivemos, mata-se muito em nome dele, principalmente por amor a deus e amor à pátria.

 

Deixando o mérito das exacerbações do patriotismo e fé para uma próxima discussão, a verdade é que o denominado amor romântico, além de prazeroso, é também muito perigoso – porque mata. Essa verdade inconteste é admirada na conhecida história de “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, conquanto os amores na vida real sejam menos românticos, pois se “Romeu e Julieta” “morreram de amor”, os apaixonados da vida real “matam por amor”.

 

O pano de fundo por trás de tudo isso? – “amor e sexo”, combinação explosiva e instável. Conseqüentemente, amantes apaixonados invadem terreno perigoso e imprevisível, especialmente para as mulheres, as potenciais vítimas. Isto está escancarado nos estudos sobre a motivação dos crimes passionais entre parceiros e cônjuges; pois, no limite do desespero emocional da perda, resultante da separação litigiosa entre amantes apaixonados - mulheres choram e homens matam. Mulheres não matam por amor. Homens, sim.

 

Entender essa genealogia requer mergulhar fundo no universo da natureza humana. Entretanto, a sua síntese pode ser resumida numa palavra – testosterona. Obviamente, esse hormônio não é o culpado, mas é a causa do comportamento masculino agressivo, não apenas dos homens, mas dos machos no mundo animal. É exatamente isso que o ilustre Dr. Elsimar Coutinho, uma das maiores autoridades mundiais em reprodução humana, explica com sobeja propriedade, ao enfatizar que, em relação à mulher, o homem é um ser “testosterona-dependente”. Portanto, a agressividade masculina exacerba-se quando associada ao impulso sexual, sendo ambos fortemente influenciados pela ação hormonal da testosterona.

 

De outra parte, merece assinalar que as mulheres, embora vítimas potenciais, geralmente têm parcela significativa de responsabilidade nesses infortúnios, dada à imaturidade com a qual conduzem seus relacionamentos amorosos. Inicialmente, o espírito romanesco das mulheres lhes é inerente e essencial à sua feminilidade, tão apreciada pelos homens. Porém, mesmo sabendo que príncipes encantados e romances de Cinderela só existem na ficção, insistem no erro de imaginar que os homens vivenciam a perda no amor exatamente como elas – chorando. Com isso, se escondem na falsa ingenuidade de acreditar que a natureza masculina aceitará o rompimento, ou pior, a rejeição em uma forte relação amorosa, apenas com lágrimas.

 

Mulheres assim, se esquecem também que amor e ódio são sentimentos de mesma natureza, diferindo apenas quanto à posse do objeto de desejo. Como é próprio da natureza feminina sempre investir num novo e mais promissor relacionamento amoroso, as mulheres acabam por criar o ambiente propício para a eclosão de episódios de fúria masculina, regada à testosterona de seus ex-amantes que, preteridos, podem protagonizar finais trágicos.

 

Também é notório que muitas mulheres, objetivando conseguir a sua “segurança financeira”, buscam comprometer o provedor-alvo engravidando-se por meio de relacionamento sexualmente consensual, sob o falso pretexto de terem sido induzidas, ou seduzidas. Essa estratégia remonta aos primórdios de Adão e Eva e vem conquistando cada vez mais adeptas, especialmente pela certeza de vitória em processos judiciais, pois a jurisprudência invariavelmente corrobora os resultados infalíveis de testes de DNA.

 

O êxito crescente dessa “estratégia” tem estimulado a busca de uma vida fácil, por via da gravidez de um “testosterona-dependente”, idiota qualquer, desde que abastado. Verdade seja dita, algumas dessas mulheres foram tão “bem-sucedidas” que são consagradas e reverenciadas como verdadeiras celebridades. Todavia, essa é mais uma perigosa estratégia feminina, que proporciona ambiente conflituoso em relação aos seus amantes incautos, ou enganados, que pode ensejar também a eclosão de graves conseqüências e crimes passionais.

 

Por derradeiro, o fator determinante da saúde das relações interpessoais é a índole das pessoas, pois personalidade e caráter honrados e dignos conduzem o convívio social e as relações humanas aos melhores auspícios. Isto significa que a vida e os relacionamentos que se tem, sejam eles quais forem, representam exatamente a personalidade e o caráter de seus protagonistas. Portanto, no fim das contas, todos os casais se merecem; pois, confirmando o antigo ditado, “diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.

 


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